Somos mulheres. Somos mães, filhas, irmãs. Cada uma chegou aqui carregando uma história que nem sempre coube em palavras, lágrimas, vitórias e derrotas.
O passado nos ensinou a ser fortes, mas também a nunca aceitar menos do que merecemos. Ensinou-nos a trabalhar sozinhas e a seguir em frente mesmo quando faltavam apoio familiar, apoio do Estado e alguém que acreditasse em nós.
Mas desistir nunca fez parte do nosso vocabulário!
Aprendemos a encontrar saídas onde diziam que não havia caminho. Para uma mulher, a dificuldade nunca foi novidade. A gente tira de letra — ainda que, por dentro, às vezes esteja cansada.
Mas hoje escolhemos algo diferente: não precisamos caminhar sozinhas.
Unimos nossas forças em um projeto de transformação social por meio do esporte. Em campo, uma mulher chama pela outra. Uma corre, a outra acredita que vai alcançar. Uma cai, muitas mãos se estendem. E cada menina que nos vê aprende que seu lugar é onde ela decidir estar.
Talvez nossas mães não tenham tido a chance de vestir um short e jogar, de perseguir com obstinação os próprios objetivos.
Por anos, fomos e somos tolhidas!
Talvez a próxima geração ainda não saiba o tamanho dos próprios sonhos. É por elas, por nós e por todas as que virão que seguimos juntas.
Queremos que uma menina olhe para esse campo e pense: “Eu também posso.”
E que, desta vez, ela não precise provar isso sozinha.
“A menina que eu fui tem orgulho de mim”